quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Vivendo e aprendendo a plantar

Para quem me acompanha no blog, já deve saber que tenho alguns assuntos que me são caros. Agricultura orgânica é um desses e sempre gosto de partilhar as coisas que vou aprendendo aqui e ali. A cidade onde moro tem algumas das hortas comunitárias mais bacanas que existem, e que foram desenvolvidas em terrenos baldios; nas proximidades das linhas de transmissão de eletricidade; e em áreas desocupadas das escolas, servindo também como aprendizado.

Um dos grandes desafios desses espaços, além de fazer a limpeza e preparo de solo, é saber quais plantas são adequadas; como aproveitar bem o espaço e, claro (!), como afastar as pragas sem usar inseticidas. Para isso é bom ter plantas parceiras, que auxiliam o desenvolvimento orgânico sem usar pesticidas que vão prejudicar o solo e contaminar toda a natureza à volta.

Antes de passar algumas culturas e quais as plantas parceiras delas, há três boas dicas que usamos nas proximidades:

- Tomateiros repelem naturalmente as lagartas que se alimentam das folhas de repolho;

- Cebolas são repelentes naturais para a maioria das pragas, ou seja, plantar cebolas pode ajudar com outras culturas e espalhas as cascas da cebola pela plantação também auxiliam o crescimento saudável da horta;

- Plantações de rabanetes são ótimas para repelir besouros e atraem insetos comedores de folhas de outras plantas sem serem afetadas, já que os rabanetes se desenvolvem embaixo da terra.

Lembre-se de que neste post vou apenas comentar quais as plantas parceiras de algumas culturas. O período de plantio e colheita vão depender da região onde a pessoa está, ou mesmo quais os cultivos mais adequados. Não precisa plantar todas as sugestões juntas, apenas adequar às necessidades do seu terreno.

Beterrabas – podem ser acompanhadas de couve-de-Bruxelas, brócolis, cebolas, repolho e acelga;

Repolhos – podem ser protegidos por tomates, couve-de-Bruxelas, brócolis, couve manteiga, acelga e espinafre;

Cenouras – alface, repolho, alho-poró, cebola, ervilhas e rabanetes são boas companhias para essas plantações;

Batata – repolho, milho, feijão, ervilha e abóbora dividem bem o terreno e dão proteção;

Tomates – são bem acompanhados por cebolas, repolhos e cenouras;

Cebolas – dividem bem o espaço com quase tudo, mas especialmente com cenouras, alfaces, repolhos e beterrabas;

Acelga – cebolas, beterrabas e repolhos podem cercar essas folhagens e proteger muito bem;

Ervilhas – são bem-acompanhadas por feijão, cenoura, nabo, pepino, rabanete e milho;

Alface – cercadas de rabanetes, beterrabas e cenouras, as pragas não chegam às suas folhas;

Rabanetes – cerque-os de ervilhas, espinafre, cenoura e alface. Não tem erro!


segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Chás para reforçar a imunidade e muito mais!

Não é segredo para ninguém que estamos em uma situação de pandemia, e que é muito sério. Para alguns sem sintomas graves, para outros com muitos problemas e sequelas graves. Não vou passar um chá de cura, mas de alguns que reforçam nossa resistência contra resfriados, gripes, que podem ser a entrada de doenças mais graves.

Aliás, lembrem-se: resfriados e gripes são coisas diferentes. Um resfriado é uma situação de quando nosso corpo pega uma friagem e ficamos meio congestionados, por pouco tempo. Uma gripe é causada por um vírus, e enquanto nosso corpo não se restabelecer, ficamos mal, com febre, dores diversas pelo corpo, mal-estar e uma congestão nasal que parece não passar.

Não tem chá milagroso. Precisamos nos alimentar bem e tentar viver em ambientes saudáveis. Mas chás não fazem mal e ajudam mesmo quando precisamos de um conforto e de algumas vitaminas extras.

Vou passar algumas receitas e falar os benefícios que podemos conseguir com cada uma delas.

Limão com gengibre

1/2 litro de água

Um pedaço pequeno de gengibre descascado

Suco de um limão

Uma colher de sopa de açúcar mascavo ou mel (eu uso mascavo por ser alérgica aos subprodutos da abelha, mas vale também para os veganos)

Preparo

Ferva a água com o gengibre por uns 10 minutos. Tire do fogo e adicione o limão, adoçando em seguida. Abafe por uns dois minutos e sirva em seguida.

·        Esse chá ajuda a combater a acidez estomacal; a náusea; diminui o ácido úrico; ajuda a função intestinal e dá uma dose extra de vitamina C; além de aliviar dor de garganta e congestão nasal.


Flor de Sabugueiro

1/2 litro de água

Uma colher de sopa de flores de sabugueiro (são encontradas em lojas de ervas)

Uma colher de sopa de açúcar mascavo ou mel

Preparo

Ferva a água e adicione as flores. Abafe e adoce antes de servir (dois minutos bastam).

·        Combate o inchaço; alivia problemas renais; artrite e reumatismo; é cicatrizante.


Cítricos

1/2 litro de água

Duas laranjas e um limão

Uma colher e meia de açúcar mascavo ou mel

Preparo

Descasque as frutas com cuidado e ferva na água por uns 15 minutos. Esprema as frutas e misture na fervura. Deixe mais 10 minutos. Tire do fogo, coe e adoce antes de servir.


Alivia crises de enxaqueca; baixa a febre; auxilia no tratamento da asma, azia e enjoos.

Eucalipto e alecrim

Um litro de água

4 folhas de eucalipto

Uma colher de chá de alecrim

Hortelã a gosto, mel ou açúcar mascavo a gosto para adoçar.

Preparo

Ferva todos os ingredientes por 10 minutos. Desligue e abafe por mais uns dois minutos. Coe e adoce antes de servir.

·       Antisséptico natural; baixa febre; ajuda no tratamento da asma e bronquite; ajuda a baixar a glicemia (diabetes); combate inflamações; melhora as dores de cabeça e problemas nas articulações; melhora a circulação sanguínea e fortalece o sistema imunológico.

 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Clara de Assis, a irmã da pobreza

Não dá para falar em São Francisco e esquecer Santa Clara. Os dois pertenceram a famílias de muitas posses e ambos deixaram tudo para trás para viver na pobreza e na caridade.

Clara, enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isto foi ao encontro de São Francisco de Assis na Porciúncula e fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.

O seu primeiro milagre foi em vida, demonstrando a sua grande fé. Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir esmolas para os pobres que iam ao mosteiro. Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por Santa Clara que lhe disse: "Confia em Deus!". Quando a santa se afastou, a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu levantá-lo, pois tudo havia se multiplicado.

Em outra ocasião, quando a cidade de Assis foi invadida pelos sarracenos, Santa Clara apanhou o ostensório com a hóstia consagrada e enfrentou o chefe deles, dizendo que Jesus Cristo era mais forte. Os agressores, tomados de repente por inexplicável pânico, fugiram. Por este milagre Santa Clara é representada segurando o ostensório na mão.

A santa é reconhecida como padroeira da televisão, pois, dizem, que quando já estava muito enferma, sem poder deixar seu leito, assistiu à celebração da missa, que acontecia na igreja do convento, como se esta tivesse sido transmitida nas paredes de sua cela.

Vamos rezar a essa poderosa santa para que o mundo melhore todos os dias!

Oração à Santa Clara de Assis

"Pela intercessão de Santa Clara, Senhor Todo-poderoso me abençoe e proteja, volte para mim os seus olhos misericordiosos, dê-me paz e tranquilidade, derrame sobre mim as suas divinas e poderosas graças e, depois desta vida, aceite-me no céu em companhia de Santa Clara e de todos os santos. Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Amém."

 

domingo, 9 de agosto de 2020

Torta de chocolate com biscoitos Oreo

Sei que já é o final do domingo do dia dos pais, mas com alguma boa vontade ainda dá tempo de preparar uma sobremesa gostosa para a família lanchar. Já que essa torta com creme de chocolate e Oreo é uma receita fácil, que não precisa de cozimento, é ideal para fazer junto com as crianças e mandar brasa.

Ingredientes

Base

300 g de biscoitos Oreo

100 g de manteiga

Recheio (ganache)

200 g de chocolate meio amargo em barra

200 ml de creme de leite

Decoração:

Biscoitos Oreo

Chantili

Preparação

Triture os biscoitos com a manteiga derretida até obter uma massa de certa uniformidade. Unte uma forma de aro removível (22 cm de diâmetro) e com a ajuda de um copo ou colher, distribua de maneira uniforme e faça a base da torta. Leve à geladeira por 30 minutos.

Enquanto isso, coloque o chocolate em pedaços numa tigela. Aqueça o creme de leite e despeje sobre o chocolate, misturando bem com uma colher de pau até obter um ganache cremoso. Se precisar, faça um banho maria para derreter todo o chocolate. E deixe esfriar um pouco antes de despejar o ganache sobre a base de Oreo. Deixe uniforme. Leve à geladeira por 1 hora.

Decore com chantili e biscoitos Oreo (cortadas ao meio).

sábado, 8 de agosto de 2020

Tomates recheados atum e azeitonas

O almoço de domingo pede uma entrada que seja apetitosa e saudável. Essa receita de tomates recheados é saborosa e prática. Não tem que cozinhar nada. Ideal para os dias mais quentes, para fazer piqueniques (sem descuidar do distanciamento social) ou jantares leves junto com a família.

Afinal, não é porque não estamos podendo nos ver presencialmente ou nos visitar que não podemos fazer das refeições em família uma ocasião memorável.

Ah! Esses tomates são só a entrada. Faça uma refeição bonita para todos. Cozinhe junto com as crianças e quem mais morar em sua casa. Amanhã é dia dos pais, então nada melhor que todos juntos fazendo coisas bacanas uns para os outros.

Ingredientes

4 tomates

150 g de cream-cheese

1 colher de sopa de tomilho

1 lata de atum (185 g)

20 azeitonas pretas (em média)

Preparação

Lave e corte os tomates em duas partes, retirando as sementes.

Numa tigela, misture o queijo, o atum (já escorrido), o tomilho e as azeitonas cortadas em rodelas. Recheie então os tomates com este creme.

Quando servir, decore ainda com azeitonas, tomilho e um fio de azeite.

sábado, 1 de agosto de 2020

Testei positivo



Antes de começar, preciso dizer que essa é minha maneira de falar para todos os que conheço e amo que eu testei positivo para o Covid, e tentar dizer a eles como me sinto sem que ninguém se desespere.
É difícil. Eu mesma estou lutando contra muitos sentimentos. Não sinto a maioria dos sintomas, e isso pode ser bom. Mas também não sinto cheiro de nada, o que é bem ruim e foi o que me levou a fazer o teste. Queimei a comida, de virar carvão, mas não senti o cheiro. Mas não tenho febre ou dor, o que poderia fazer o vírus passar em branco.
Mas quero usar isso para dizer para as pessoas que, mesmo tomando todas as precauções; saindo de casa apenas quando imprescindível; limpando todas as coisas e lavando; usando o maldito do álcool o tempo todo e a máscara, um mínimo descuido pode ter me infectado.
Desde o início tenho implorado na prefeitura da minha cidade, Diadema, por uma fiscalização mais rigorosa, que não aconteceu. Denunciei vizinhos que usaram seus comércios para fazer festas cheias de gente, arruaças constantes; bares funcionando como se nada estivesse acontecendo. E nem o essencial foi feito. Tenho uma coleção de protocolos de atendimento telefônico e online da GCM e da Polícia Militar não atendidos, e ainda questionam nas reu8niões do Conseg (Conselho de Segurança) sobre o porque das pessoas não denunciarem mais. A resposta é só uma: NÃO SOMOS ATENDIDOS NEM QUANDO ESTAMOS EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA!
Porém, mesmo com tudo isso, eu peguei. E não me sinto tão mal. Mas também não me sinto bem. Tenho umas fraquezas, como naquelas gripes chatinhas, que a gente sente o nariz entupido o tempo todo e a boca seca. E dá uma sede anormal!! Usar a máscara o tempo todo não ajuda muito porque ela nos faz sentir mais frágeis ainda. E as milhares de recomendações dos amigos nos faz sentir inúteis. Principalmente quando estamos cansados da dependência que outras situações já causaram.
Não me levem a mal. Amo minha família e meus amigos, e sei de verdade que a maioria deles quer o meu bem, e que muitos irão se desesperar (o que eu não quero!) e alguns vão ficar pensando que tudo isso é um mimimi (o que não é!). Essa é uma situação na qual estou seguindo as recomendações dos médicos e tentando ficar calma, mesmo que o ambiente onde vivo não seja o mais tranquilo.
Estou em quarentena verdadeira agora e só saio dela diz 3 de agosto, quando termina o “período de incubação”. Não sei o que isso significa. Não sou médica. Só tenho um monte de coisas que eles mandaram fazer tipo lavar, limpar resguardar etc. Isso eu já faço e eu peguei! Me considero sortuda porque aparentemente meus pulmões não foram comprometidos, mas isso não significa que eu esteja livre. Aliás nunca na minha vida compreendi tanto o sentimento de claustrofobia.
Só peço a todos que, depois de postar isso, não me liguem pra saber se estou bem. Porque estou, mas por favor se cuidem muito mais. Não posso falar por todo mundo, já que tem gente pensando que essa doença não é tão séria, mas o meu maior desespero foi de pensar que posso ter passado o vírus para duas pessoas que não mediram esforços para me ajudar quando eu passei mal e ainda não sabia (Barbara e Hélio, amo vocês!).
Esse foi o texto mais duro que escrevi na vida, mas precisava compartilhar com vocês esses sentimentos todos de impotência diante de tanta ignorância. De tristeza, porque muitos estão morrendo e tem gente que parece não ligar. Eu estou bem fisicamente, perto de milhares que não estão; que estão lutando apenas para respirar. Estou rezando aqui, por muitos que nem conseguem mais acreditar.
Se essas pessoas melhorarem, ou mesmo quando essas pessoas melhorarem, vamos rezar para a cura não ser pior que a doença. Que eles e suas famílias vivam em um mundo melhor, e não em um onde há pessoas totalmente inconscientes e sem nenhuma empatia pelo bem da coletividade. E que esse sentimento de coletividade vai muito além de reabrir todos os comércios e encher os botecos de gente. Vai além de Carnaval e Ano Novo. Vai além de comprar, mesmo sem poder ou precisar. Vai além de mandar as crianças de volta para a escola só para dizer que “respondemos à sociedade”.
Não há cura se não for para todos. Precisamos salvar todos os que forem possíveis. Precisamos de paz, trabalho e saúde para todos. Mais que tudo, precisamos de respeito!

domingo, 19 de julho de 2020

Nhoque da sorte faça todo dia 29 do mês!


Sei que hoje não é dia 299 e nem dia do Nhoque da Sorte, mas... acabei de publicar uma receita de nhoque de batata doce (veja AQUI), e me veio à cabeça a história dessa simpatia e suas origens.

Conta a lenda que São Pantaleão, num dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu à porta de uma casa e pediu comida. A família era grande e tinha pouca comida, mas não se importaram em dividir o seu nhoque com o andarilho, cabendo a cada um sete massinhas.

São Pantaleão comeu, agradeceu a acolhida e se foi. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do nhoque da fortuna ou da sorte, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro sob o prato, comer os primeiros sete pedacinhos em pé, fazer um pedido para cada um deles e depois, comer à vontade.

A simpatia é simples: coloca-se uma nota de qualquer valor sob o prato com nhoque. Em seguida fique de pé e concentre-se para iniciar o ritual. No prato, separe sete nhoques e coma um a um. Para cada nhoque, faça um pedido diferente. Depois, sente-se e saboreie o restante do prato. O dinheiro colocado sob o prato deve ficar guardado até o próximo dia 29, quando deverá ser doado para um pobre.
Dizem que depois disso nada mais faltará para a pessoa que fez essa simpatia.
Para saber, São Pantaleão viveu no século IV. Sendo um dos 14 santos auxiliares, é invocado contra o mal do câncer e da tuberculose, sendo um dos patronos dos médicos, que tanto têm lutado nesses tempos difíceis. Dizem que uma ampola com seu sangue foi conservada por séculos na Itália e no seu dia, que é o próximo 27 de julho, tornava-se líquido. Parte de suas relíquias foram conservadas na cidade portuguesa do Porto.



Nhoque de Batata Doce Fácil


Hoje é domingo e, na minha casa era dia de macarrão. Quando meus pais ainda eram vivos era o dia da família ir toda para a cozinha fazer massa, como já mencionei em outros posts, que podem ser conferidos AQUI. 
Porém hoje quero aproveitar que estamos no auge do tempo da batata doce e dar uma receita diferente de nhoque, que apresenta um novo sabor. E foi preciso apenas substituir a batata inglesa para inovar essa receita, que também pode ser feita com mandioquinha, ou só com farinha, nos deliciosos cavatelli (minha mãe fazia sempre!). Muito fácil de preparar, ela também é versátil, pois pode-se usar a farinha de trigo (como é feito o nhoque tradicional e como eu fiz) ou a farinha sem glúten (para os alérgicos) que dará o mesmo resultado: nhoques levinhos e, acreditem, menos calóricos que o tradicional, já que a bata doce tem muito menos amido e é recomendada até para pessoas com restrições de açúcar. Ah! E nem vai ovo nessa receita, o que recomenda para veganos.

Ingredientes

600 g de batata doce
340 g farinha de trigo
Sal e pimenta do reino (a gosto, mas sem exageros, tipo uma pitada!)
Noz moscada (uma pitada)
O molho pode ser o que lhe agradar mais. Escolhi molho de tomate porque me deu vontade!
Queijo ralado

Preparação

Descasque e cozinhe as batatas até amolecerem. Em seguida, escorra a água e amasse-as até virar um purê. Deixe esfriar e tempere com sal, pimenta e noz moscada a gosto.
Acrescente a farinha aos poucos e sove a massa (ela deverá ficar firme, mas não dura, por isso, se precisar, junte um pouco mais de farinha).

Numa superfície enfarinhada, faça os rolos, tipo minhocas gordas e compridas e corte em pequenos retângulos (tente fazer todos do mesmo tamanho).  Você pode fazer ranhuras passando um garfo.

Numa panela alta, ferva a água com sal (não precisa de óleo). Coloque os nhoques. Eles estarão prontos quando subirem a superfície (cerca de 1 minuto e meio). Retire-os com a peneira.  Jogue por cima seu molho favorito e polvilhe com queijo ralado.

Em tempo: você pode congelar essa massa de nhoque (já cortado) antes de cozinhá-los. Quando for consumir, não precisa descongelar. basta colocar na água quente. Seu tempo de cozimento será maior (cerca de 3 minutos).

terça-feira, 14 de julho de 2020

Respeito e dignidade: a terra merece e nós também

Essa imagem está sendo usada porque algumas árvores foram cortadas pela prefeitura de São Bernardo sem motivo aparente


Porque transformar as cidades em um deserto (e não do tipo bonito), deixando apenas prédios feios, sujos e pichados, ao invés de manter as árvores?
Porque destruir uma floresta só para destruidores colocarem mais pastos que não vão reconstruir nada, apenas acabar com o solo?
Porque usar tanto agrotóxico que vai envenenar o solo, a água e tudo o mais?
Essas questões, como muitas outras, deveriam passar apenas pelo terreno da consciência humana ou do saber científico, que dá entendimento da destruição causada pelo desrespeito. Infelizmente, andam passando mais uma vez por interesses de pessoas que não conseguem pensar em um futuro que seja com árvores, com pessoas de todos os tipos, cores, gêneros e com outros animais.
Porque será que vejo tantas pessoas acreditando que a resposta para a violência é mais violência? A ciência está certa quando diz que estamos emburrecendo? Creio que sim. Só isso pode justificar tantas coisas erradas acontecendo e muitos insistindo que isso é mesmo o que deveria ser feito que as coisas são desse jeito mesmo.
Pareço desesperada? Deve ser porque estou desesperada. O maior desmatamento foi registrado pelo INPE, um órgão civil brasileiro, ligado a pesquisa científica, e a pessoa que “noticiou” isso foi “remanejada”, porque estamos em um governo em que verdades inconvenientes não podem ser ditas.
Para quem ainda tem um cérebro funcional, isso é bem parecido com os tempos da ditadura militar, que está de novo dominando este país, com o aval de pessoas muito pequenas e muito medíocres. Pessoas que não conseguem exigir seus direitos e querem caçar os dos outros. Pessoas que babam só de olhar uma farda. Lamento povo. Vocês precisam se tratar e assumir seus erros e acertos!
Para quem ainda não entendeu, essa floresta (que não é a Mata Atlântica como disse outra besta quadrada), é um tipo muito específico de bioma. É uma floresta autofágica. Ela se alimenta de si mesma, e se for retirada dali o local vira um deserto. Isso vai afetar todo o nosso sistema de chuvas. Rios enormes podem desaparecer porque eles também são mantidos por um sistema de evaporação e chuvas.
Aí vai ter o idiota que diz que prefere sol, porque é idiota e não percebe que precisamos de chuva. A natureza é o que precisamos que ela seja e as “alterações” afetam mais a nós do que qualquer outra coisa. Mas como explicar algo para quem não quer entender?
Voltando ao período ditatorial, transamazônicas começaram a ser construídas a um preço tão alto, que nunca foi justificado. Tribos inteiras perderam suas terras. Pessoas foram assassinadas e continuam sendo. Vale a pena? Para quem? Quando nada mais restar, o que essas pessoas com sede de poder irão dominar?
Usando um pequeno (muito pequeno) comparativo, na cidade onde vivo, Diadema, e na cidade vizinha, São Bernardo, árvores estão sendo suprimidas ou podadas de tal modo que acabarão morrendo. Uns dizem que precisa instalar mercado ali (como se não tivesse outro local); ou dizem que a árvore sã está doente. Tudo é usado como desculpa para a destruição. Mas assim como na transamazônica vai terminar em nada. E teremos mais uma montanha de galpões desocupados por empresas que não vingaram porque destruir todos sabem, aprendemos a quebrar coisas quando crianças e a consertar quando crescemos. Mas parece que ninguém mais quer crescer, porque é mais fácil ser dominado do que assumir responsabilidades.
E nesse meu cansaço de tudo, penso que, talvez, sejamos os alienígenas sugadores de sangue de Guerra dos Mundos, e encontramos o tal vírus. A menor das criaturas, para a qual não temos preparo nem conhecimento. Mas enquanto deveríamos buscar conhecimento para nos ajudar a lidar bem com esse planeta, estávamos destruindo alguma coisa no meio do caminho, porque... é assim mesmo.
Mas pensem que respeito e dignidade é direito de todos e dever de todos...


Pão de mandioquinha (batata Baroa) Barato e Delicioso



Hoje, abri minha geladeira à procura de coisas que poderia fazer para o almoço e dar uma olhada no que estava sobrando, ou faltando, por ali. Me lembrei de umas mandioquinhas, e que se eu não usasse logo iriam estragar. Como sou dessas que acha que jogar comida fora é pecado... já que temos tanta gente passando por necessidades, resolvi ver o que poderia fazer.

E na caça das receitas, encontrei esta, de pão de mandioquinha, que além de aproveitar bem o ingrediente, ainda faz pães deliciosos, que podem ser guardados por uns três dias e podem ser aquecidos no forno elétrico ou convencional, dando frescor como se tivessem sido feitos na hora.

Vamos aos pães?

Ingredientes


1 xícara (chá) de óleo
3 ovos
1 colher (chá) de sal
500 g de mandioquinha (batata Baroa) cozida e amassada
Mais ou menos 5 xícaras (chá) de farinha de trigo

Esponja:

30 g de fermento biológico (2 tabletes)
1 xícara (chá) de água do cozimento da mandioquinha
5 colheres (sopa) de açúcar
1 xícara (chá) de farinha de trigo

Preparação

Faça uma esponja (preparado para fermentação), dissolvendo o fermento com o açúcar, colocar o caldo da mandioquinha morno e juntar a farinha de trigo. Esperar crescer.
Depois de crescida, junte aos poucos os outros ingredientes e vá adicionando a farinha até dar o ponto. Não precisa sovar, apenas misturar bem sem deixar pelotas.
Espere crescer por mais ou menos duas horas. Em seguida faça os pãezinhos, e leve para assar em forno médio (180° C).

sábado, 11 de julho de 2020

São Bento nos ajude a vencer o mal!



Hoje, 11 de julho, é dia de São Bento, e eu poderia dizer muitas coisas sobre esse santo, considerado, além de idealizador do monaquismo ocidental, também o “pai” do conhecimento que sobreviveu durante o período medieval, já que seus monges foram os que mais preservaram os livros ainda sobreviventes da antiguidade clássica.

Quero dizer que o termo “Abade”, designado a ele vem de “Abbá”, que significa pai, e isto o santo de hoje bem soube ser do monaquismo ocidental. São Bento nasceu em Núrcia, próximo de Roma, em 480, numa nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império. Irmão gêmeo de Santa Escolástica, ela também usou sua vida para propagar a obra de Deus.

Sei que muitos dos que me lerão hoje vão pensar que estou me prendendo a medievalismos eclesiásticos, mas, creiam, os poderes de São Bento são grandes contra o mal e deveríamos pedir muito a ele hoje que nos ajude a vencer toda a maldade. Mais do que um vírus mortal, temos que vencer os corações duros daqueles que se dizem “humanos”. Afinal, ainda somos a única espécie que mata sem motivo; que envenena sem motivo; que destrói vidas (de todas as espécies) sem motivo.

Diante da decadência vivida em sua época, o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou sua vida à oração, meditação. Depois de três anos numa retirada gruta, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio uma maneira ocidental e romana de vida monástica. Foi assim que nasceu o famoso mosteiro de Monte Cassino.

A Regra Beneditina, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e da prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos, logo encantou e dominou a Europa, principalmente com a máxima “Ora et labora”. Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se faróis de evangelização, ciência, escolas de agricultura, entre outras, isso até mesmo depois da morte de São Bento aos 67 anos.
 
Mosteiro de São Bento em São Paulo, Capital
Oração de São Bento

"Glorioso São Bento, a vossa santidade, unida à força de Deus em vossa alma e em vossa mente, vos tornou capaz de desmascarar a trama dos maus. Até o copo com veneno estremecendo, partiu-se em mil pedaços e a droga venenosa perdeu sua força maléfica. São Bento, em vós confio! Dai-me calma e tranquilidade! Dai força à minha mente e ao meu pensamento para que, unindo-me ao poder infinito de Deus, eu seja capaz de reagir contra as ameaças do mal espiritual, da calúnia e da inveja, da maledicência humana, dos perversos. Ajudai-me também a vencer as doenças do meu corpo e da minha mente. Que Deus me ajude e São Bento me proteja. Amém."

São Bento, rogai por nós!



Duas vidas ou uma só basta?

Duas vidas ou uma só basta? : Não me lembro de quem foi que disse a frase: “deveríamos ter duas vidas, uma pra ensaiar e outra para represen...