sábado, 5 de dezembro de 2020

Risoto de Camarão com Brie para uma festança chique!


Mais uma ideia para sua festa natalina (ou de ano novo), muito chique. Vocês vão pensar que é por cauda do camarão, mas não! Ou do queijo Brie? Não!

Já viram o preço do arroz comum??? Imaginem o arbóreo! Não precisam imaginar: R$ 17,90 o mais barato que encontrei..., mas é o arroz certo para fazer risoto, então?

Mas são as festas de final de ano e precisamos ficar felizes! Se você tem condições de fazer esse risoto, tem motivos para dar muita risada!

Vamos aos cozinhar?

 

Ingredientes

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola média ralada

2 xícaras de arroz arbóreo (já li em algumas embalagens arbório)

Meio copo de vinho branco seco

2,5 litros de água

400 gramas de camarão médio

Uma embalagem de queijo brie

Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo

Tire as cascas e cabeças do camarão e ferva com um litro da água da receita e um pouco de sal (uma pitada será o bastante). Quando ferver bem, espere esfriar e bata no liquidificador e depois passe na peneira para tirar os pedacinhos indesejados. Reserve. **

Doure a cebola no azeite. Junte o arroz e o vinho, deixando evaporar. Comece a juntar água aos poucos, sem parar de mexer. Cozinhe em fogo lento. Junte aos poucos a água da fervura das cascas e cabeças dos camarões. Experimente para acertar o sal. Quando estiver quase pronto ponha os camarões, mais um pouco do caldo e quando estiver começando a ferver de novo, dando sinal de que a água está acabando e o camarão mudar de cor indicando o rosa do cozimento, misture o brie cortado em pequenos pedaços para criar uma cremosidade.

Decore com algumas folhinhas verdes, tipo salsinha picada ou cebolinha. Manjericão também é agradável. Sirva quente!

 

**Obs.: esse caldo de camarão será usado no risoto, mas é uma dica para ter sempre à mão. Você pode congelar em pequenos potinhos e usar em outras receitas!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Coquetéis para as festas!


Há uns tempos eu postei uma série de bebidas para tomar nas festas de fim de ano, que vão além da cerveja/vinho/champanhe/refrigerante.

Essa série é para ressuscitar alguns drinques antigos e mostrar que há opções. E algumas das sugestões que eu dou aqui podem ser feitas sem álcool (vou mostrar como) e também as que levam leite condensado, podem usar a versão diet, cuja receita pode ser vista aqui. (Obs.: a receita do leite condensado diet está antes da receita de cocada de forno, que também é uma dica para receber os amigos).

Pessoal dos anos 1960/70: preparem-se para uma viagem ao túnel do tempo, mas não esqueçam que este ano não é para brincar de quem bebe mais e vai para o hospital. Vamos deixar esses locais livres porque temos muita gente doente de verdade e precisando de cuidados que não devem ser desperdiçados com gente sem noção!

Vamos aos drinques?

Espanhola

A espanhola era um daqueles drinques fáceis e baratos que a gente fazia em tudo quanto era festa. Um drinque doce, tipo batidinha, para quem prefere opções mais leves. Muito simples, fácil e saborosa, a espanhola é feita com vinho tinto. Não precisa ser dos mais caros, mas como vai leite condensado, recomendo o uso de vinho seco, senão a curva glicêmica vai às alturas!

Na versão sem álcool é só substituir o litro de vinho por suco integral de uva.

Ingredientes:

1 Abacaxi

1 Lata de leite condensado (395 gramas)

1 litro de vinho tinto seco

Modo de preparo:

Corte o abacaxi em fatias e bata no liquidificador com o leite condensado e o vinho tinto até ficar homogêneo e cremoso. Se quiser reserve alguns pedaços de abacaxi para colocar na borda do copo como enfeite.

Frozen de cerveja


Agora mais um drinque barato e refrescante, feito com a preferência nacional: a cerveja! Uma receita super simples e fácil, resultando num drinque delicioso e refrescante.

Ingredientes:

3 latas de cerveja (use a versão sem álcool se preferir)

½ caixa de leite condensado (197,5 g/ Há marcas de leite condensado com essa medida)

Gelo picado

Modo de preparo:

Adicione tudo no liquidificador e bata até ficar homogêneo.


White Russian


Esse é o drinque mais pesado da lista e só recomendo para pessoas fortes. Não é tão bom para nossas festas de fim de ano calorentas, mas como já passei frio por conta das mudanças climáticas, não custa.

É um drinque cremoso e forte, que pode ser servido em camadas ou misturado, mas, é apenas para os “preparados”! Nunca opere máquinas ou saia dirigindo depois dele. Ah!! Não tem versão sem álcool dele!

Ingredientes:

2 doses de vodca

1 dose de licor de café

2 colheres de creme de leite sem soro

Gelo picado

Modo de preparo:

Em um copo adicione o gelo e misture as doses de vodca com o licor de café e por cima o creme de leite. Beba com canudo.

Se preferir o drinque totalmente cremoso, misture as camadas.

Sex on The Beach

Vamos fazer uma festa praiana? Esse drinque é dos tempos dos filmes “Folias na Praia”, mesmo que aquelas pessoas pudicas nem indicassem que faziam o sexo na areia. Esse é pra fazer bonito na festa e chama a atenção pelas cores e frescor.

A versão sem álcool é chamada de virgin on the beach e fica linda como um arco-íris.


Ingredientes:

1 dose (50 ml) de vodca gelada

1/2 dose (25 ml) de licor de pêssego

1 dose (50 ml) de suco de laranja

25 ml de xarope groselha

Gelo moído

Modo de Preparo:

Junte a vodca, o licor e o suco de laranja na coqueteleira e misture por 20 segundos; ponha no copo alto com gelo e adicione a o xarope de groselha por último.


Virgin on the Beach 
[receita bônus]

Ingredientes

2 doses de suco de Pêssego

2 doses de suco de laranja

1 colher de Açúcar

Gelo moído

1 dose de Groselha (suficiente para enfeitar o fundo do copo)

Modo de Preparo:

Coloque todos ingredientes na coqueteleira, exceto a groselha, e bata. Despeje no copo com gelo e depois despeje a groselha (não muito rápido) pra dar o efeito no fundo.

 

 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Santa protetora das tempestades


Dia 4 de dezembro é para comemorar o dia de Santa Bárbara, a nobre e linda donzela presa pelo pai em uma torre para que ninguém se aproximasse dela.

Santa Bárbara nasceu no terceiro século depois de Cristo na cidade de Nicomédia na região da Bitínia, onde hoje se localiza a cidade de Izmit, na Turquia, às margens do Mar de Mármara, filha única de Dióscoro.

Ciumento, o pai não queria deixar sua filha única viver no meio da sociedade e decidiu fechá-la numa torre. Lá, ela era ensinada por tutores da confiança de seu pai. Porém, aquilo que parecia um castigo, começou a abrir a mente de Bárbara. Do alto da torre ela contemplou a natureza: as estações do ano, a chuva, o sol, a neve, o frio, o calor, as aves, os animais, etc.

Quando atingiu a idade para o casamento, por volta de 17 anos, seu pai a trouxe para casa e permitia que ela recebesse a visita de pretendentes, mas Bárbara não aceitava nenhum, enxergando neles a superficialidade e o interesse, e nenhum toque de amor verdadeiro.

Dióscoro pensava que as “desfeitas” da filha diante dos pretendentes se davam por causa do tempo que ela passou na torre. Então, ele decidiu permitir que Bárbara conhecesse a cidade. E assim Santa Bárbara começou a frequentar a cidade e conheceu os cristãos de Nicomédia. Estes passaram para Bárbara a mensagem de Jesus Cristo, que tocou profundamente o coração de Bárbara. Com os cristãos ela encontrou a resposta para seus questionamentos e assim, a moça se converteu ao cristianismo de todo o coração e se fez batizar, passando a ser uma devota fervorosa.

Sem saber da conversão, seu pai mandou construir para ela uma casa de banho na torre, onde ele planejou instalar duas belas janelas. Quando a obra começou, Dióscoro teve que fazer uma longa viagem, durante a qual Santa Bárbara mandou esculpir uma cruz na torre e ordenou que construíssem uma terceira janela na obra em homenagem à Santíssima Trindade.

Quando Dióscoro voltou, reparou logo nas mudanças feitas na construção e foi perguntar à filha o porquê daquilo. Santa Bárbara explicou que as mudanças eram símbolos de sua nova fé: três janelas em homenagem ao Deus Uno e Trino, Criador de todas as coisas. E a Cruz lembrava o sacrifício do Filho de Deus para salvar a humanidade.

Furioso, o pai denunciou a filha ao prefeito da cidade. Este ordenou que Bárbara fosse torturada em praça pública, para tentar fazer com que a jovem renegasse a fé cristã. Porém, para surpresa de todos, Santa Bárbara não renegou sua fé, mesmo diante dos mais atrozes sofrimentos.

Durante a tortura, uma jovem cristã chamada Juliana denunciou os nomes dos carrascos, coisa que era expressamente proibida na época. Por isso, Juliana foi presa e condena à morte por decapitação juntamente com Santa Bárbara.

As duas jovens cristãs foram levadas amarradas pelas ruas de Nicomédia, sob os gritos furiosos de muita gente. Santa Bárbara teve os seios cortados. Depois, foi conduzida para fora da cidade. Lá, seu próprio pai a degolou.

Quando Dióscoro degolou a filha e a cabeça de Santa Bárbara rolou pelo chão, um raio riscou o céu e um enorme trovão foi ouvido pelo povo. E, para o assombro de todos, o corpo de Dióscoro caiu no chão sem vida, atingido pelo raio. Parece que a natureza se revoltou contra a atitude desse pai infanticida.

Foi assim que a santa ganhou a fama de "protetora contra relâmpagos e tempestades", além de ser nomeada Padroeira dos artilheiros, dos mineradores e das pessoas que trabalham com fogo ou pólvora.

Mas a grande mensagem de Santa Bárbara destina-se a todos aqueles que buscam a verdade, principalmente os jovens. Ela nos ensina a buscar a verdade com coração sincero e aberto. Ensina também que o casamento não deve acontecer por interesse, mas por amor. Por fim, Santa Bárbara nos dá uma mensagem de coragem e fé. A palavra mártir quer dizer testemunha e se aplica aos cristãos que preferiram morrer a negar sua fé e pecar. Este é o grande testemunho de Santa Bárbara.

Sua imagem muda de crença em crença. Em algumas mostra a espada que cortou sua cabeça, em outras, a mão segura um ramo de palma (a palma do martírio), enquanto a mão direita traz um cálix bento, símbolo da fé em Cristo. Na cabeça, uma coroa representa a torre onde a santa viveu por quase toda a vida antes de sua conversão e martírio.

Rezemos para que Santa Bárbara nos proteja não apenas contra raios e tempestades, mas também para sairmos ilesos de todas as provações e tormentas da vida, mantendo nossa fé inabalável pela certeza da vitória!

Oração de Santa Bárbara

“Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura.

Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor (a) de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza:

este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Decoração de natal incrível e barata!

 


Chegou o final do ano e com ele as festas, as decorações, comidinhas, bebidinhas, presentes etc. Este ano temos um convidado mais chato que o tio do pavê: o Corona Vírus. Sim! Ele existe e continua fazendo vítimas! Portanto, vamos fazer umas festas menores, só para os mais próximos, sem sair desembestado espalhando este e outros vírus por aí.

Fiquei sabendo que Papai Noel este ano vai mandar os presentes pelo correio e outros serviços de entrega para não arriscar a ele, seus duendes e renas, e, claro, mamãe Noel.

Mas vim aqui falar em decoração de Natal, lembrando muito da minha mãe, que adorava fazer isso no fim de ano. Os dias antes de 8 de dezembro (dia de montar árvore, presépio etc.) eram um “Deus nos Acuda” em casa, tirando as caixas de cima do armário, a poeira de todos os objetos, bolas de natal, figurinhas de presépio e todo o arsenal que acompanhava. E olha que, comparando com umas pessoas que conheci ao longo da vida, minha mãe era sóbria com a decoração.

Sério! Tem gente que decora a casa para o Natal como se quisesse ser avistado da Estação Espacial Internacional e além! É tanta luzinha e pisca-pisca e festões brilhantes que precisamos de óculos escuros durante a noite.

Mas, vamos lá. É Natal, precisamos que alguma coisa brilhe este ano, já que fomos reduzidos à nossa insignificância. Tenho certeza de que, perto de sua casa, há algum “Rei do Real” vendendo pacotes de lacinhos, festões, bolinhas e outros enfeites bem baratinho! Tá bom eles veem da China, mas sei que você vai ignorar isso, do mesmo jeito que ignora todos os componentes eletrônicos que têm em sua casa (que também vêm de lá) e só vai ficar falando mal do gigante asiático quando entrar nas redes sociais super tolas às quais você se engaja para falar bobagem!

Uma coisa que nunca entendi nas decorações de natal é porque nós, de um país cheio de árvores das mais diversas espécies, insistimos em colocar um pinheiro nas salas e decorar com coisas de neve e enfeites europeus que não representam nada da nossa realidade. Mas, vá lá. Vamos comprar enfeites baratinhos, porque desperdiçar 100 reais com uma bola de natal só porque ela foi decorada com pó de ouro ao invés de purpurina é o fim da picada!

Especialmente se formos ver o preço que está a alimentação. Reclamem dos preços dos alimentos, mas não torrem dinheiro à toa com enfeites de natal. Gastem com comida, e não só para a ceia.

Minha mãe era super criativa nesta época do ano, porque a gente não tinha dinheiro pra torrar com essas coisinhas fofinhas. Então, a manjedoura era feita com papel-pedra (estampa de pedra), amassado e coberto com papel verde picadinho para imitar musgo ou capim. A estrela de Belém era feita com cartolina recoberta de papel alumínio, desses que usamos na cozinha mesmo. Todo ano ela comprava um pouco de alpiste e colocava num algodão molhado para brotarem (e é muito rápido isso) até o Natal. O presépio dela ganhava vida!

As bolas da árvore e os enfeites já era mais difícil. Eram de vidro antigamente e duvido que alguém não tenha detonado todos derrubando a árvore sempre que passava por ela. Hoje os enfeites são mais seguros, até porque com os pets das casas, sempre vai ter um cão ou gato que não “vai com a cara” daquele Noel gigante pendurado.

Enfeites feitos pelas crianças, com direito a purpurina colada de qualquer jeito está valendo! Lembre-se de que é uma ocasião para estar com a família e dar graças porque estamos juntos com a família, e não uma ocasião para exibirmos o nosso “sucesso”, baseado apenas em quanto dinheiro ganhamos.


Garanto que Jesus estará na manjedoura e não no palacete.

E como estou falando com uma maioria, vamos festejar e decorar nossas casas para nós mesmos. Para ficar com as pessoas que amamos numa noite que precisa voltar a ser especial. Trocar presentes é legal, mas não é o mais importante.

Vamos deixar a casa bonita e limpa para receber a vida que se renova. E a vida não depende de enfeites caros, mas do amor que dedicamos aos outros.

Felizes festas!

 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Bolo abacaxi e chantili para as festas de fim de ano!


Até o final de dezembro vou publicar várias coisas sobre as festas de final de ano. Teremos receitas de comidas, bebidas e algumas lembranças de família. Sem querer que ninguém passe esse período encostado no fogão, vou tentar as receitas mais simples, porque, na verdade, as coisas importantes são gratuitas: afeto, respeito, misericórdia.

Essa receita era do meu pai. Encontrei em um dos cadernos escrita com a terrível letra dele. Tive que testar para ver se havia entendido direito. Deu certo e agora eu repasso apenas fazendo o alerta de que, neste Natal, todos tenhamos cuidado, porque a pandemia não acabou, mesmo que tenha muita gente fazendo de conta que sim. Segue esse bolo maravilhoso, que fazíamos nos Natais da minha infância.

Ingredientes

6 ovos

380 g de açúcar

200 g de farinha

1 colher de chá de fermento

7 colheres de (sopa) de suco de abacaxi (não use essência!)

Recheio e cobertura:

Chantili (pode ser batido com creme de leite fresco, ou aquele de pacote que temos de juntar leite gelado e bater), o quanto baste

6 colheres de sopa de (açúcar)

Abacaxi em rodelas o quanto baste

Preparação

Pré-aqueça o forno a 180 °C. Numa tigela, bata as claras em neve, com picos bem firmes com uma pitada de sal.

À parte bata as gemas com o açúcar, até ficar um creme esbranquiçado, junte o suco de abacaxi. Bata mais um pouco e vá adicionando a farinha, ao qual juntou o fermento misturando bem.

Por último, junte as claras em neve e envolva delicadamente. Unte uma assadeira com manteiga e polvilhe de farinha. Coloque a massa na forma e leve ao forno pré-aquecido por 35 minutos (depende do forno) verifique se está assado utilizando o teste do palito.

Recheio e cobertura: Bata o creme de leite gelado com o açúcar até que esteja em chantili, ou use o pó preparado para esse fim (em pó deve usar três ou quatro embalagens). Parta o abacaxi escorrido e junte ao chantili reserve na geladeira.

Retire um pouco da calda do abacaxi junte duas colheres de (sopa) de açúcar leve ao lume forte, até que engrosse e reduza um pouco. Deixe a calda esfriar.

Depois do bolo frio corte-o ao meio. Deixe a calda esfriar e umedeça as duas partes com a calda de abacaxi. Ponha o chantili com pedaços de abacaxi. Cubra o bolo e passe mais chantili com pedaços por cima.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Receitas de Natal sem pandemia!

 


 

Esta manhã acordei com uma canção dos anos 1980 (Do They Know it’s Christmas? - Band Aid) e fiquei pensando em como começar minha série de dicas para o Natal e Ano Novo, que, este ano serão bem difíceis para algumas pessoas e quase impossíveis para outras.

Sim, ainda estamos na pandemia e as coisas não melhoraram. Ainda não temos uma cura para todos e teremos que restringir visitas, festanças, idas às compras etc. Mas podemos aumentar nosso entendimento sobre o verdadeiro significado das festas.

Vamos começar com a tal canção, que fala de crianças e adultos em situação de extrema pobreza e fome, naquela época, na África. A pergunta da canção é: “Eles sabem que é Natal?”

Um músico, Bob Geldof, juntou uma série de outros músicos de algumas das bandas mais influentes do Pop e do Rock para gravar essa canção e angariou muitos milhões para compra de alimentos, medicamentos etc. Ao mesmo tempo ele foi muito criticado por pessoas que não fazem nada a não ser envenenar tudo.

Mas não quero falar nelas. Porque esse vírus do mal está se embrenhando nos corações das pessoas e o que queremos é que todos os vírus que matam, corrompem, envenenam, sejam erradicados.

Precisamos de uma vacina de amor, de misericórdia, de perdão e de esperança. Esta é a lição que devemos aprender com o Natal. Que é a época de renovar a esperança em um mundo menos cruel, com mais paz e igualdade entre os homens. Com mais direitos e menos privilégios. Com trabalho digno para as pessoas. Com o direito de ganhar seu sustento e o de sua família; com direito a educação, moradia, saúde, educação.

Sei que ainda estamos longe desse ideal, mas temos que começar por algum lugar. Pode ajudar alguém? Faça isso! Sem cobranças e sem expectativas de “retorno”. Só faça! Olhe à sua volta e veja a verdade! Sempre há alguém por perto precisando de ajuda!

E quando alguém falar em cortar gastos com saúde pública, educação, moradia etc. aprenda a dizer não, porque esse vírus, o dos interesseiros que roubam dos pobres cada dia mais só será curado assim. Com um grande NÃO.

Voltando às festas, se puderem, façam uma ceia em família; façam uma prece por vocês e por todos os que não poderão fazer essa ceia; peçam a paz para o mundo; peçam que o mundo se cure e que as pessoas melhorem não só de corpo, mas de alma. A evolução é necessária.

Perdi meus pais antes dos anos 1980. Eles não eram perfeitos, nem eu tampouco. Mas aprendi com eles que estender a mão é melhor do que apontar o dedo; que o valor de uma pessoa não pode ser medido pelo quantidade de dinheiro na conta bancária; que tudo o que importa na vida não é aparência, mas o quanto somos relevantes nas vidas das pessoas.

Lembrando do último Natal que passei com minha família ainda inteira (muitos foram para outro plano), tínhamos o frango frito da minha mãe para comer, um pequeno presente para cada um, já que as vacas magras também nos circundavam naquela época, mas tínhamos a certeza de que deveríamos viver cada segundo como se fosse o último, e agradecíamos porque ainda estávamos juntos e tínhamos comida e um teto sobre a cabeça.

Vamos todos ao menos tentar fazer o Natal de alguém um pouco melhor? Senão continuaremos, 40 anos depois, perguntando “Será que eles sabem que é Natal?”

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Nossa Senhora das Graças! Valei-nos!!

 

Hoje o dia é de Nossa Senhora das Graças, ou de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa!

Historicamente diz-se que a aparição de Nossa Senhora das Graças aconteceu em 1830 pra a irmã de caridade Santa Catarina Labouré, quando esta estava em oração na capela do convento onde vivia.

Nas palavras da irmã, tratava-se de uma senhora de estatura mediana com rosto formoso... estava em pé, vestida de branco e com um véu azul. As mãos com anéis e pedrarias se estenderam para a Terra e a santíssima virgem disse: “Eis o símbolo das graças que derramo sobre todos que me pedem”.

Dizem que se formou em volta de Nossa Senhora um quadro oval onde se lia: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Nisso a imagem se voltou e no verso havia a letra M com uma cruz sobre ela e na base um traço.


Por baixo os Sagrados Corações de Jesus e Maria, o de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria, também em chamas, atravessado por uma espada, cercado de 12 estrelas.

E assim nasceu a devoção à medalha milagrosa de Nossa Senhora das Graças, que atende aos seus devotos em todas as aflições e necessidades.

Rezemos à nossa grande advogada na vida e na morte, pedindo que ela rogue sempre por nós, que recorremos a ela!

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

 

 

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Aperitivos de champignon com alho

 


Sabe aqueles sanduíches de festa? Feitos com pão escavado e recheados com carne louca, carne moída refogada, mini salsicha? Pois esta é uma opção para as pessoas que não comem carne. É um aperitivo bem gostoso e saudável.

Minha opção por cogumelos Paris (frescos), se dá por eu ser hipertensa e não gostar muito de comer enlatados, que sempre têm uma alta dose de sal e conservantes. Uma bandeja desses cogumelos frescos dá para duas receitas desse aperitivo.

Bom apetite!

Ingredientes

8 mini pães (escolha brioches ou bisnagas)

1 xícara de cogumelos Paris (champignon) bem picadinhos

2 dentes de alho amassados

1 colher (sopa) cheia de manteiga

Sal

Pimenta-do-reino

Salsinha picada

Queijo Parmesão ralado

Preparação

Aqueça a manteiga numa panela e doure o alho. Junte o cogumelo e tempere com sal e pimenta.

Mexa bem para dourar, desligue o fogo e misture a salsinha.

Com a ajuda de uma faquinha, faça um círculo no meio do pãozinho e retire o miolo.

Coloque um pouco de recheio dentro de cada pãozinho.

Jogue parmesão por cima e leve ao forno quente por uns 10 minutos.

Sirva bem quentinho.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Wontons fritos (comida típica cantonesa)


Depois de me revoltar com o papel manteiga que gruda e ter perdido metade dos meus pães, resolvi que precisava agradar minha necessidade de acerto culinário. Levando em consideração que já estava meio chateada depois de descobrir que meu restaurante chinês favorito fechou, fui buscar uma receita que nunca tinha feito.

Essa receita, de pasteizinhos chineses fritos, estava perdida em um caderno. Era um daqueles recortes de jornal tirado do Suplemento Feminino. Nem sei há quanto tempo não lia...

Ingredientes

3 xícaras de chá de farinha de trigo

1 kg de carne de porco magra em fatias finas e pequenas (lombo é a melhor carne para isso)

4 ramos de cebolinha verde picadinha

2 ovos

Sal

Pimenta-do-reino

4 colheres de sopa de água fria

4 colheres de sopa de óleo

Preparação

Misture a farinha, ovos, água e um pouco de sal.

Sove bem a massa até que esteja com uma consistência boa e bem ligada. Deixe descansar por 10 minutos.

Estique a massa com um rolo o mais fino possível. Corte em quadrados de 5 cm de largura.

Frite a carne em um pouco de óleo, adicione o sal, a pimenta e a cebolinha. Mexa bem até que a mistura tenha uma consistência firme.

Coloque uma colher de chá no centro de cada quadrado da massa, aperte como uma trouxinha e frite em óleo bem quente.

Escorra bem e sirva em seguida.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

O preço da carne, Covid e a vontade de morrer


O título deste post parece exagerado? Porque é para ser! Ando tão cansada das discussões vazias e das pessoas vazias que as provocam que realmente quero morrer. Então, invertendo a ordem do título, falemos sobre a vontade de morrer. Essa vontade está me vindo de tudo o que vejo, leio e ouço, muitas vezes de pessoas amigas, que eu tinha até em alta conta, sobre o momento que vivemos, muito difícil.

Me pergunto porque as pessoas colocam foco em todas as porcarias que andam saindo das bocas de pessoas que deveriam ser amordaçadas e impedidas de respirar se possível? Alguns usam isso para fazer piada, porque é a profissão delas. A comédia vive de rir da própria desgraça. Mas quando é que todo mundo se tornou comediante? E me pergunto o que tem de engraçado em milhares de mortos? Milhões de desempregados? Milhões passando fome?

E até quando vamos dar ibope às sandices ditas sem protestar de verdade? O que aconteceu com aqueles que falaram que não era por causa de vinte centavos? Ah tá! Vocês só orquestraram uma volta dos poderosos, porque para vocês isso era mais importante.

Tenho lido muito; ouvido muito; visto muito. Assassinatos por motivo fútil. Não consigo pensar em assassinato que não seja por motivo fútil, a não ser que tenha acontecido em autodefesa ou defesa de pessoa vulnerável. Racismo, preconceitos de todos os tipos. Nascidos apenas da preguiça de pensar sobre o assunto e de ver que o problema não está nos termos ou palavras que se usa, mas no rancor expressado nelas.

Temos sim o direito de escolher do que gostamos ou não, mas não temos direito de escolher o pior quando isso afeta outras pessoas. Precisamos pensar.

Existe uma nova onda de Covid, mesmo que algumas pessoas insistam que não. Tá cansado de usar máscara? Mas pode ter certeza de que o vírus não cansou de matar ainda. Ele, ao contrário de você “ser humaninho” está cumprindo sua própria finalidade de ser um vírus. Portanto, se alguém disser pra você ir pra balada, diga não! Você não vai morrer por isso. Prometo!

Chegando aos finalmentes, vamos falar de coisas que, além dos políticos e de pessoas que escolhem viver como se não houvesse amanhã. Vamos falar dos preços ao consumidor, não daquele produto supercaro do qual você não precisa para nada. E quando eu digo PRECISA, quero bater nesta tecla, porque mais uma vez estamos gastando com coisas das quais não precisamos, enquanto a maioria não tem o essencial.

Senão vejamos: o arroz que eu pagava uns $2,50 o quilo está quase $6; o feijão que custava uns $4 está quase $8; o óleo de cozinha saltou de $3 para $7, e isso só para falar de alguns itens de cesta básica. Cadê as panelas batendo? Ah tá! Enquanto isso não lhe afetar...

Indo ao mercado ontem, fui comprar um pouco de acém para cozinhar com uns legumes. Desisti depois de ver o preço... R$ 32,90 o quilo. Há pouco mais de um ano eu reclamava que o preço (que nesse mesmo mercado era de R$ 14,60) tinha subido para uns 20 reais. Pelo amor de Deus, alguém pode me dizer porque, com tanta gente sem poder gastar com nada além de comida, o preço sobe tanto assim?

Estou me lembrando de protestos feitos por muito menos. Eu até me atreveria a chamar essa geração de mimimi, se esse termo (que NÃO foi inventado pelo Cortella) não tivesse se degenerado.

Está todo mundo tão preocupado com o próprio umbigo que não consegue ver tudo o que está errado e começar a protestar e cobrar? Estão esperando que os despossuídos se levantem? Não vão. Estão talvez tão cansados quanto eu. Na verdade, eu diria que estão muito mais cansados do que eu, porque eles têm que matar dois leões por dia e ainda são humilhados, pisoteados, renegados, como se a riqueza e o desenvolvimento do País não dependessem deles.

Mas, vamos em frente que eu ainda tenho um leão para matar hoje...

Em tempo: o termo “mimimi” foi criado num desenho da MTV Brasil, o Fudêncio, e amplamente usado, para desgosto de seus criadores, por todos aqueles que fazem corpo mole e que só acham que os outros é que são mimizentos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Pasta de amendoim com dois ingredientes

 


A manteiga de amendoim feita em casa, além de ser bem mais barata, virou uma receita famosa entre esportistas por ser uma alimentação saudável, proteica e revigorante.

Quando era menina (nos idos dos anos 1960), manteigas e óleos aqui no Brasil eram feitos de semente de algodão ou amendoim. Não sei quando exatamente isso saiu de foco para entrar a soja em seu lugar, mas sei que isso aconteceu porque soja é mais simples de plantar.  

Voltando à pasta/manteiga de amendoim, ela é altamente nutritiva e podemos espalhar nos pães, frutas ou apenas consumi-la in natura.

Claro que não vamos comer o pote de uma só vez. Como qualquer oleaginosa há um limite diário de consumo que não deve ultrapassar uma colher de sopa rasa. A manteiga de amendoim serve para dar energia, que estou precisando muito!!!!

E para fazer nem precisa de muito. 100 gramas de amendoim (sem pele e torrado) vai se transformar em 100 gramas de manteiga/pasta de amendoim. Eu disse dois ingredientes porque para quem gosta de uma certa doçura, para ficar parecido com Amendocrem, você pode colocar açúcar (ou mel).

Tudo o que você precisa para fazer esse creme caseiro é amendoins (óbvio!) e um processador de alimentos.

Ingredientes

100 g amendoins (sem cascas e torrados e sem pele)

Uma colher de sobremesa de açúcar ou mel

Preparação

Coloque os amendoins no copo do processador de alimentos (coloque o açúcar junto se quiser mais doce.

Processe por cerca de 3 minutos. Se precisar mais use a opção pulsar. Note que ao processar o óleo do amendoim vai se liberando transformando-se em pasta.

Esterilize um pote de vidro e guarde sua pasta na geladeira. Essa pasta dura cerca de duas semanas (na geladeira!!!), portanto não faça muita de uma só vez. Prontinho!

Duas vidas ou uma só basta?

Duas vidas ou uma só basta? : Não me lembro de quem foi que disse a frase: “deveríamos ter duas vidas, uma pra ensaiar e outra para represen...