segunda-feira, 12 de março de 2018

Cenoura com mel e laranja

Um refogado de legume diferente

Ando num tempo em que coloco cenouras em tudo o que vejo. Talvez seja meu organismo reclamando de falta de vitamina A, o que se pode perceber bem na perda de viço da pele, unhas e cabelos.
Esta receita que vou passar é a original, eu troco o mel por açúcar mascavo, pois tenho alergia a tudo o que sai do traseiro de abelhas. Se você quiser trocar também, lembre-se de fazer um caramelo com o mascavo.

Ingredientes

500 g de cenouras, cortadas na diagonal
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de mel (ou açúcar mascavo)
1/2 colher de chá de raspas de laranja
1 colher de sopa de salsinha picada
sal e pimenta a gosto



Preparação

Cozinhe as cenouras e escorra bem após estarem cozidas, mas ainda firmes.
Em uma panela coloque a manteiga com o mel; as raspas da laranja, o sal e a pimenta e, finalmente, as cenouras.
Misture bem enquanto cozinha, mexendo de vez em quando, até que as cenouras estejam cobertas pela calda. Isso deve demorar uns cinco minutos. Salpique a salsinha picada e sirva.


domingo, 11 de março de 2018

Se não tem gengibre pronto, faça você mesmo

Domingo cheio, mas deu tempo de fazer coisas de forno e fogão

Hoje poderia ser um dia típico da minha vida (e foi!), para não me sentir chateada com tudo o que NÃO está acontecendo na minha vida, mas deveria, resolvi encher meu dia de tarefas, como limpeza da casa, rega e poda das plantas, caminhada (obrigatória!!), e uma passada no mercado, já que não estou encontrando pronto meu gengibre em conserva,eu resolvi fazer um caseiro.
Deu certo! E vou passar a receita, porque isso faz bem para acelerar o metabolismo, e o gengibre tem um monte de coisas boas para nosso organismo. Espero que vocês gostem. Eu curto comer feito saladinha mesmo!

Ingredientes 

Um pedaço grande de gengibre (entre 200 e 300 g)
1/2 xícara de açúcar
1 e 1/2 xícara de vinagre
3 colheres de chá de sal grosso
Um recipiente de vidro de aproximadamente 1/2 litro com tampa, devidamente esterilizado

Preparo

Cortar o gengibre, já descascado, em fatias bem finas e longas. Pode usar o fatiador de batatas;
Cozinhe em água até levantar fervura;
Escorra e deixe esfriar ao natural, sem colocar na geladeira;
Em uma panela, misture o açúcar, o sal e o vinagre e leve ao fogo baixo até levantar fervura;
Misture o gengibre e deixe ferver de novo para incorporar os sabores, desligue e deixe esfriar. Ponha no vidro e depois que esfriar totalmente, tampe e leve para a geladeira. Você pode comer um para experimentar, mas a conserva só estará boa em uns dois dias.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Hoje acordei com vontade de comer bolinhos


Aprenda a fazer falafels deliciosos

Para quem não conhece, falafel é um bolinho originário do Oriente Médio, feito com grãos-de-bico ou favas moídos; misturados com condimentos como alho, cebolinha, salsa, coentro e cominho. É uma versão do acarajé feito com outro tipo de grãos (o acarajé é feito com feijão fradinho), e ao invés de fritar no dendê, usa-se outro óleo vegetal.
Servido como aperitivo, entrada ou acompanhamento, o falafel também pode ser temperado ao gosto do freguês. Use cúrcuma, coentro, salsa e cominho, e desfrute dessa deliciosa receita, que mesmo levando ingredientes saudáveis, é bem calórica. São mais de 300 calorias para cada 100 gramas.

Ingredientes


400 g de grão de bico (de preferência aqueles já cozidos em lata ou embalagem tetrapak)
1 cebola
1 dente de alho
2 colheres de sopa de farinha de trigo
sal a gosto
pimenta
salsa
coentro
1 colher de chá de cúrcuma
2 colheres de chá de cominho
óleo pra fritar

Preparação


Numa tigela, coloque os grãos de bico (já coados), a farinha, a cebola e alho bem picados. Coloque também a salsa, coentro, e os temperos (cúrcuma e cominho).
Com um espremedor de batata (do tipo pilão), amasse até formar uma massa não muito fina, pois os pedaços deverão ficar grosseiros.
Faça então as bolas no formato de almôndegas um pouco maiores, ou como os italianos dizem: porpetas.
Frite-as em frigideira funda com bastante óleo ou na fritadeira durante 3 minutos.

Ah em caso de pessoas celíacas, há uma versão sem glúten. Nesse caso, não se usa a farinha e os grãos-de-bico são secos e devem ficar de molho por 24 horas para dar a textura certa aos bolinhos.



quinta-feira, 8 de março de 2018

As cenouras são mais que o alimento favorito do Pernalonga!


Conheça os benefícios dessa raiz multiuso!

Estamos a 25 dias da Páscoa, e vemos espalhados por todas as partes os ovos de chocolate e os coelhos (uma confusão!), que na verdade são apenas símbolos da chegada da primavera no hemisfério norte, e ambos estão associados aos rituais de fertilidade pagãos do velho continente.

Entretanto, pensar em coelhos me faz lembrar o Pernalonga e seu alimento favorito, as cenouras, que são conhecidas da humanidade há mais de 2000 anos. Os historiadores colocam suas origens no distante (para os brasileiros) Afeganistão. Sendo que a primeira coisa que foi apreciada foi sua folhagem, mas depois se descobriu que a parte enterrada, a cenoura em si, é que era artigo de primeira categoria.

As cenouras são encontradas em vários tamanhos, formas e cores e existem no mundo inteiro, podendo ser preparadas em salgados ou doces, mas também podem ser apreciadas cruas! Aquele sabor adocicado, aliado à crocância, deleitam até a última mastigada. Mas não apenas isso:

Cenouras têm poucas calorias, portanto podem ser usadas em programas de nutrição. Cem gramas de cenouras contêm apenas 30 calorias, podendo fazer parte dos legumes a serem consumidos por dia durante as dietas.

Têm naturalmente um baixo teor de sódio, o que ajuda a reduzir os riscos de aumento da pressão arterial, e elas ficam boas cozidas com pouquíssimo sal.

As cenouras são ricas em fibras, o que ajuda a manter um sistema digestivo saudável. Uma porção de 80 g de cenouras cozidas contem 2 g de fibras - mais de um décimo da quantidade diária recomendada para um adulto.

Cenouras são ricas em vitamina A. Elas contêm uma substância chamada betacaroteno, que se transforma em vitamina A no organismo. De todos os frutos e legumes, as cenouras são a melhor fonte de betacaroteno. A vitamina A é destinada a se transformar num pigmento violeta chamado rodopsina, na retina, que é responsável pela formação de células fotorreceptoras. Este pigmento é essencial para melhorar a visão noturna das pessoas, e o betacaroteno faz maravilhas por cabelos, unhas e pele de uma pessoa.

Nem todas as cenouras são de cor laranja, existem várias variedades que vão do púrpura, ao branco e amarelo. A primeira cenoura laranja foi criada na polinização cruzada entre o amarelo e o púrpura, provavelmente no século XVI pelos Holandeses. Isso faz com que tenhamos opções para deixar os pratos multicoloridos

Mesmo sendo supersaudável, comer muitas cenouras pode provocar uma coloração alaranjada da pele, sobretudo na palma das mãos e pés. O fenômeno é chamado de carotenemia e é reversível então não se preocupe. Aliás, certa vez vi um rapaz que apresentou essa mudança de cor de pele. E foi o que pegou o bronzeado mais bonito de todos os que estavam no grupo. E o único que não “descascou”.

Portanto, recomendo a todos para entrarem na turma do Pernalonga e mandarem brasa nas cenouras!





quarta-feira, 7 de março de 2018

Topinambos, a salvação da lavoura... e dos celíacos


Conheça o topinambo e aprenda a plantar, além de uma receita deliciosa 


Primeiramente, quero explicar que não é uma torta feita com uma tribo indígena obscura, mas sim com um tubérculo parente da batata, que pode substituir a dita cuja nas receitas caso a pessoa sofra com diabetes ou doença celíaca (intolerância a glúten).

Esse tubérculo andou esquecido por muito tempo, mas voltou a ser conhecido por ser uma versão saudável para pessoas com as doenças mencionadas. Conhecido também por girassol batateiro ou alcachofra-girassol, e nativo da América do Sul, o topinambo voltou a aparecer nas boas feiras livres e hortifrútis brasileiros. Antes de passar a receita, vou falar um pouco mais sobre os valores nutricionais e as vantagens de se usar o topinambo em receitas.

A planta do topinambo cresce bem em qualquer tipo de terreno; dá flores amarelo-ouro; e seus frutos são parecidos com sementes de girassol, mas a parte que se come é a raiz (tubérculo), que ao invés de armazenar amido, contém a inulina, um carboidrato que, quando cozido, se decompõe em moléculas de frutose, que é muito usada na indústria alimentícia.

Para os amigos da HORTA!!

A planta é rústica, de fácil cultivo e de elevado rendimento, mesmo em solos pouco férteis. É muito resistente ao calor e ao frio, sendo inclusivamente resistente a geada, a doenças e a predadores. A multiplicação é feita através da plantação dos tubérculos em linha, de 60×40 cm, no início da primavera. Aliás, a plantação dos topinambos é tão simples, que os restos de colheita deixados na terra germinam no ano seguinte e a planta é tão resistente que pode ser usada como cerca de hortas, aparando os ventos fortes, porque ela “enverga, mas não quebra”.

Para quem quer mais saúde na alimentação

As propriedades de topinambo são dadas pela presença de muitos nutrientes, especialmente de ferro e de potássio, e de fibra, além da já mencionada inulina, que além de virar frutose, aumenta a sensação de saciedade e auxilia o trato intestinal.

O topinambo reduz o açúcar no sangue, reduz os gases intestinais, promove o crescimento de bactérias benéficas no cólon, reduz os níveis de mau colesterol no sangue e triglicérides. Além disso, o tubérculo é rico em ferro, que aumenta a oxigenação do sangue por se tornar parte da hemoglobina; e potássio, que tem propriedades vasodilatadoras, equilibrando a pressão arterial sanguínea e regulando o batimento cardíaco.

Para quem só quer comer coisas gostosas


Para quem ainda não conhece, o topinambo pode ser comido cozido em água, como batatas, preparado em purê, cru (ralado) com molho vinagrete, frito, enfim, pode substituir a batata muito bem.  Para descascar use aquelas escovinhas de plástico, pois a forma indefinida do topinambo dificulta o trabalho com facas e descascadores.



Pizza de muçarela com topinambos

Ingredientes

500 gramas de topinambos (girassol batateiro)
3 bolas de muçarela fresca
1 massa folhada
tomilho

Preparação

Limpe os topinambos e descasque. Corte em rodelas, espessura mediana (nem fina, nem grossa). Por cima do papel manteiga, abra a massa folhada e faça furos com a ajuda de um garfo. Coloque por cima as rodelas de topinambos, deixando cerca de um centímetro livre na borda da massa.
Corte a muçarela em rodelas e coloque-as por cima dos topinambos. Polvilhe com tomilho seco. Leve ao forno por 20 minutos a 200°C.

Dia da mulher: O que há para comemorar?


Feminismo não é antônimo de machismo

Sei que há muita gente pensando que o Dia da Mulher é mais um motivo para dar presentes, fazer coisas para que as mulheres se sintam especiais, e muitas mulheres realmente se sentem assim nesse dia pelos motivos que apontei. Presentes, agrados, pessoas cumprimentando e tal. Mas não eu, e vou explicar mais adiante o porque.

No final do século XIX, início do século XX, as mulheres começaram a manifestar-se contra as desigualdades que sofriam perante o gênero masculino. Começaram a perceber que não era justo serem tratadas de forma diferente só por serem mulheres. E um pouco por todo o mundo, começou a assistir-se a manifestações, greves, revoluções por melhores condições, por não violência, por mais respeito à condição feminina. Começou uma luta por isonomia que ainda não terminou.

As discussões sobre o acontecimento que efetivamente deu origem à data “8 de Março” são muitas, e como muitas coisas referentes à luta da mulher, nenhuma nos leva a saber qual a verdade por trás disso. Há o fato de funcionárias de uma fábrica em Nova York se manifestarem por melhores condições de trabalho, que terminou com as mulheres queimadas vivas dentro da fábrica.

Também há a história da II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca em 1910, na qual foram discutidos temas que elevasse a condição das mulheres de forma igualitária. Parece que foi lá que se decidiu que o ‘8 de Março’ passaria a ser o dia em que se faria homenagem a todas as mulheres que lutavam pelos seus direitos. Mas foi apenas no fim dos anos 1970 que o dia foi oficialmente reconhecido pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher.

Agora que já contei um pouco mais da história, espero que homens e mulheres de bem não festejem
este dia, mas que o usem para homenagear as mulheres que lutaram para que hoje tenhamos alguns direitos, e que continuem a luta, porque há ainda muito que fazer. Precisamos lutar para acabar com a violência quer continua a existir contra as mulheres em todo o mundo; precisamos lutar contra os abusos físicos e verbais; precisamos lutar por direitos iguais no trabalho; por educação melhor; por partilha igual dos deveres dentro e fora de casa.

Precisamos lutar porque há uma infinidade de lugares onde mulheres ainda são tratadas como coisas e não como pessoas, e por isso sempre preferi o termo isonomia ao termo igualdade. Não preciso, nem quero, ser igual a um homem. Mas preciso ser tratada com os mesmos direitos. Mulheres de coragem, no passado, lutaram para que pudéssemos votar, trabalhar, estudar, ser livres.

Vamos continuar a luta delas. Vamos continuar até que um dia não seja mais preciso um dia especial para nos lembrar de que nós somos especiais. E, mulheres, eduquem seus filhos para que eles respeitem mais o gênero oposto, e para que aprendam que machismo é uma forma de preconceito e feminismo uma luta por direitos inalienáveis, nunca sendo o oposto um do outro.

terça-feira, 6 de março de 2018

Não maltratem a pobre cebola!


Você pode não gostar, mas ela gosta de você!

Hoje cedo acordei com uma mensagem no celular, enviada de madrugada, como aquelas coisas de emergência, falando sobre o quanto é perigoso comer cebola. Na verdade só consegui dar risada, porque a amiga que me enviou ODEIA cebola. Como eu adoro, apenas disse pra ela não difamar a coitadinha, afinal, se a gente for falar mal de tudo que não gosta, eu ia dizer que quiabo é coisa do mal; que jiló causa febre hemorrágica; que bacalhau é o cão chupando manga; e que bucho não serve nem pra jogar no lixo.

Mas tudo isso não seria verdade. Seria apenas o meu gosto encontrando uma desculpa para eu ser assim. Assim como o relato de um médico, nos idos de 1919, descobrir que cebola deteriorada tem bactérias é tão tolo quanto alguém que faz um vídeo de peixe deteriorado cheio de vermes. Alguém acredita que um ser orgânico, depois de alguns dias de morto, não vai criar vermes? Por favor!
Mas vamos deixar os hoaxes (boatos) de lado e falar sério sobre a cebola! E vamos acreditar que a tecnologia de preservação melhorou pra caramba desde 1919.

Cebola é o nome popular da planta Allium cepa. Ela é um bulbo constituído por folhas escamiformes, em camadas.  Em algumas culturas ela tem importância simbólica e também medicinal. Os egípcios se protegiam de certas doenças com hastes de cebola. Virtudes afrodisíacas lhe são igualmente atribuídas, tanto por sua composição química quanto por suas sugestões imaginativas.

Quanto ao valor nutricional desse bulbo, cada 100 gramas contêm 33 calorias; 1,5 g de proteínas; vitaminas A, B1, B2, B3, C, potássio, fósforo, cálcio, silício, magnésio ferro e sódio. Todos em quantidades grandes, para ajudar nosso organismo a funcionar melhor e auxiliar o sistema imunológico.
As cebolas e seus nutrientes apresentam efeitos potenciais como antioxidantes, anti-inflamatório, protetor cardíaco, analgésico, antialérgico, anticancerígeno, antidiabético, anti-úlcera, entre outros. Essas propriedades retardam o envelhecimento dos tecidos; reduzem riscos de morte por problemas cardiovasculares e isquêmicos; diminuem a formação de tromboses coronária e intravasculares.

Não fosse o bastante, a cebola possui ação anti-inflamatória; reduzem as chances de formação de células tumorais; melhoram e fortificam o trato gastrointestinal; previnem disenterias, acidoses e auxilia no trato de pessoas com úlceras. Além disso, a cebola tem se mostrado eficaz em tratamento de doenças viróticas, como a gripe (influenza), por exemplo.

Pacientes de diabetes também deveriam consumir mais cebolas, pois ela contém quercetina, que inibe a atividade da enzima formadora de catarata, que é uma complicação relativamente comum em quadros da doença.

Após todas essas informações, espero sinceramente que as pessoas que não gostam de algum alimento se atenham a apenas dizer: “não obrigado!” quando esse alimento se apresentar, e não inventem desculpas para não gostar de algo.

Pensem que todo alimento é, em si, algo que pode ajudar a cura de uma doença, ou o veneno que mata. Mas antes de decidir, pesquisem bastante. Poderá ter surpresas!

E eu odeio quiabo, mas não vou falar mal dele!



segunda-feira, 5 de março de 2018

Batatas recheadas com cogumelos


Deliciosas, saudáveis e que vai agradar a todos

Me desculpem por publicar receitas, mas ando tão chateada com tudo que só a cozinha tem me deixado feliz. Meu país está um caos desgovernado; o desemprego só aumenta; o mundo está de ponta cabeça, mas minha cozinha é um ambiente que acalma e que me satisfaz, porque nela texto as receitas que passo aqui. Esta só tem ingredientes que me agradam o paladar, e vai agradar aos amigos vegetarianos também. É uma delícia supersaudável que (espero), agradará a todos.

Ingredientes

4 colheres (sopa) de farinha de trigo
300 g de cogumelos mistos (use Paris e Portobello)
1 dente de alho picado
700 g de batatas
azeite de oliva
salsinha picada
farinha de rosca
sal a gosto
2 ovos

Preparação

Pré-aquecer o forno à temperatura média. Lavar bem as batatas, e colocar no forno por cerca de 30 minutos, ou até que fiquem macias. Se preferir, envolver em papel-alumínio.
Lave os cogumelos, enxugue com cuidado com um pano de prato. Pique em fatias finas. Refogue o alho em um pouco de azeite, junte os cogumelos e cozinhe por uns três minutos, em fogo alto, mexendo de vez em quando. Reduza o fogo, tampe a panela e cozinhe por mais 10 minutos, ou até ficarem macios. Antes de desligar o fogo, acrescente bastante salsinha e acerte o sal.
Retire as batatas do forno, descasque e esprema recolhendo o purê em uma tigela. Espere esfriar um pouco antes de adicionar o ovo e a farinha, mexendo bem até obter uma massa homogênea.
Separe a mistura em pequenas porções e modele em forma de batata, colocando no centro uma colherada do refogado de cogumelos.
Passe esses “bolinhos” rapidamente na farinha de rosca e ponha em um refratário untado com azeite. Leve ao forno médio, preaquecido, por cerca de 20 minutos, ou até que estejam douradas.



sábado, 3 de março de 2018

Eu odeio o verão


Conheça plantas que repelem insetos

Me desculpe aí a turma do calor, mas eu odeio o verão. É um incômodo constante de suor, vontade de ficar debaixo da água o tempo todo e não há ventilador que me acalme. Banho frio então eu estou tomando a três por dois. Aliás, se suor emagrecesse, eu seria um palito.

Mas, mais que declarar meu ódio a essa estação abafada e desconfortável, vou usar este artigo pra falar sobre a coisa que mais odeio (insetos!) e algumas plantas boas para ter por perto se quiser afastar essas coisas voadoras que gostam de sugar nosso sangue quente!

Acreditem em mim quando digo que já testei todos os inseticidas e repelentes do mercado, e também aquelas receitas loucas que postam na internet. Mas precisamos usar a natureza em nosso favor e nesse caso, plantas que são repelentes naturais de insetos.

As quatro que vou passar são básicas, fáceis de cultivar em vasos, perfumadas e que ainda têm utilidades diversas.

A citronela, por exemplo, já está sendo utilizada em inseticidas industrializados com reconhecido poder de repelir até o temido Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zica e febre amarela.  Por ser uma planta que gosta de sol, deve-se manter o vaso próximo da janela, ou mesmo ter uma jardineira com essa planta, que tem um cheiro cítrico, semelhante ao limão. A citronela, aliás, é bem parecida com capim limão, e deixa o ar do ambiente bem leve!

Já o manjericão, outra planta “afasta insetos”, gosta de meia sombra, terra fértil e tem que ser plantada em vaso com drenagem, ou seja, não pode ficar encharcado senão morre. Além de afastar moscas e pernilongos (o cheiro não agrada insetos), essa planta é ótima para uso culinário e fonte de antioxidantes, o que ajuda muito a saúde dos seres humanos.

Da lista, a mais conhecida e comum das plantas é a cidreira (ou capim cidreira). O aroma que essa planta exala faz os insetos fugirem do local. A planta precisa de vaso com drenagem e se dá bem em qualquer ambiente. Meia sombra é recomendada. Ah! E seu chá ainda é o melhor calmante que existe!

Por último a cânfora, que muitos conhecem apenas em seus subprodutos, usados para contusões, ou como desinfetantes. Mas sim! É uma planta repelente e também fungicida, sendo recomendada para afastar aquelas pragas de jardins e hortas. Novamente, vaso com drenagem e meia sombra são recomendados.

Em todos esses casos eu recomendo que as plantas estejam em jardineiras da janela ou perto dela, para evitar a entrada de insetos. Ah! E vasos na região onde entra luz e calor diminuem a temperatura ambiente em até 4o C. Mais um motivo para ter isso em tempos de verão.



quinta-feira, 1 de março de 2018

Se alimente bem e seja saudável


Em que alimentos encontramos as vitaminas?

Eu já perdi a conta de quantos artigos escrevi sobre alimentos, e saúde, e de como precisamos de vitaminas para nosso corpo funcionar bem. Já falei de alimentos que contém as vitaminas, mas nunca é demais falar sempre, porque saúde é importante e podemos ter mais qualidade de vida com a alimentação certa.

Vitaminas são nutrientes que ajudam as células do corpo a funcionar corretamente.  Elas são fundamentalmente produtoras de energia e muito necessárias às células nervosas. Vitaminas também têm funções antioxidantes, anti-inflamatórias, estimulam as defesas imunológicas e ajudam na coagulação sanguínea, entre muitos outros benefícios. 

Para quem não sabe o que é antioxidante, explico que são defesas contra o envelhecimento celular e que isso afeta todo o corpo, por isso são necessários. Vitaminas são defesas contra os tais radicais livres que estão na poluição do ar e da água; na radiação que recebemos do sol e dos nossos aparelhos eletrônicos; nos pesticida; bebidas com aditivos químicos; conservantes e corantes.

Não vou bancar a xiita que diz que tudo o que você come ou bebe vai te matar porque todos vão morrer, mas seria melhor a gente pensar em como está vivendo, e se essa vida que estamos levando é de qualidade. Por isso digo que cozinhar para si mesmo é melhor, e ingredientes frescos são mais saudáveis.  

Voltando às vitaminas, elas existem em dois tipos básicos: as hidrossolúveis e as lipossolúveis.  As vitaminas hidrossolúveis, como a C e todas do complexo B, são chamadas assim por serem solúveis na água. Elas são encontradas facilmente em frutas e legumes e são rapidamente liberadas na urina. Ou seja: seu efeito no organismo não é permanente. Por isso precisamos consumir vitamina C constantemente.

Já as lipossolúveis - vitaminas A, D, E e K - são dissolvidas e armazenadas em tecidos gordurosos e podemos ingerir em menor quantidade, mas não deixar de lado. A maioria vem de produtos gordos como óleos vegetais, peixes gordos, ovos. Mas uma dessas eu já mencionei antes, a vitamina D, que é ativada a partir de exposição à luz do sol.

Vitamina A (retinol, carotenoides) é importante para a visão, o crescimento dos ossos e para o sistema imunológico. Também reforça cabelos, unhas e dá firmeza à pele e pode ser encontrada em peixes, legumes, verduras escuras, ervilhas, tomates, frutas, e derivados do leite.

Vitaminas do complexo B mudam suas denominações e funções (B1 – tiamina, B2 –riboflavina etc.)
oleaginosas (avelãs, amêndoas, amendoins, nozes, castanhas), além de ovos.
e cada uma delas tem funções específicas no organismo, mas todas podem ser encontradas em derivados do leite, aves, peixes e frutos do mar, carne suína, cereais e

Sempre que tem as defesas imunológicas baixam pegamos resfriados, gripes, viroses etc. a recomendação é Vitamina C (ácido ascórbico), pois ela estimula as defesas do corpo. Além disso, esta vitamina é importante porque absorve o ferro dos outros alimentos. Frutas, legumes e verduras são fontes dessa vitamina.

A vitamina D (calciferol) é importante por absorver o cálcio e o fósforo, e ainda ser anti-inflamatório. Mesmo sendo basicamente sintetizada por exposição solar, podemos encontrar algo em peixes gordos (salmão, atum, cavala, sardinha, arenque); fígado de boi; ovos; derivados do leite; bebidas de arroz e de soja. 

A vitamina E é antioxidante, antiesterilidade e anti-inflamatória e podemos encontrar em óleos vegetais, castanhas, amêndoas, amendoins, nozes e  avelãs; no abacate, e em verduras de cor escura.

 Vitaminas K1 e K2, também chamadas Filoquinona, menaquinona, são importantes para a coagulação sanguínea e o crescimento celular e podem ser encontradas em legume verdes, em algas e no kiwi. Pode igualmente encontrar em nabos, salsa, ovos, carne e produtos fermentados (queijo, leite, iogurtes).



Vôngoles (ameijoas) à Bulhão Pato



Ando meio atordoada esses dias, e, por isso, escrevendo e pesquisando menos do que deveria. Nessas horas em que eu fico meio frustrada com tudo, só consigo pensar em comida. Por isso, preparem-se leitores, porque vou encher esse blog de receitas.

A de hoje tem o nome de “Ameijoas à Bulhão Pato”. Bem, já “traduzi” no título o que são ameijoas e vou usar na receita o nome “vôngoles”.  Este é um prato típico da culinária portuguesa, originário da região de Estremadura, que leva esse nome em homenagem ao poeta português ‘Raimundo António de Bulhão Pato’, após este ter mencionado um cozinheiro nos seus escritos e falado da dita cuja receita.

Prato comum nas tascas portuguesas, os vôngoles à Bulhão Pato são feitos com esses moluscos bivalves, azeite, alho, coentro, sal, pimenta e limão (para temperar antes de servir). Na receita que vou passar eu coloco vinho branco para dar um sabor extra a esse prato, que é uma das maravilhas da gastronomia portuguesa.

Ingredientes

1 kg de vôngoles
6 dentes de alho
50 ml de azeite
50 ml de vinho branco
1 pitada de sal
1 pitada de pimenta
pimentas malaguetas
1 ramo pequeno de coentro
1 colher (sopa) de manteiga
Suco de 1/2 limão

Preparação

Lave os vôngoles e ponha de molho em água fria durante algumas horas.
Descasque e lamine os alhos e refogue-os ligeiramente num tacho (os de barro são os melhores) com o azeite quente. Quando estiver começando a dourar, regue com o vinho branco e junte os vôngoles.
Tempere com sal, a pimenta e um pouco de malaguetas picadas (se quiser, tire as sementes para não arder muito). Ponha os coentros picados e deixe cozinhar com o tacho tapado, até as conchas abrirem. Retire o tacho do fogo e coloque a manteiga no molho, mexendo até derreter. Regue com o sumo do limão, transfira para uma travessa de servir e decore com coentros.



Duas vidas ou uma só basta?

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