quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Precisamos de água, de toda a água



Precisamos de água, de toda a água

Economia, tratamento e preservação devem acontecer já

Em outro artigo publicado neste blog, falei da necessidade de beber água para melhorar todo o funcionamento do seu organismo. Nesta postagem, gostaria de chamar a atenção para o problema da falta de água, para o uso incorreto desse recurso e também sobre o ciclo da água, que já dura bilhões de anos e que precisamos atentar para que continue.
Hoje em dia, sabe-se que, pelo menos um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água potável, de acordo com um relatório do Conselho Mundial da Água (World Water Council, WWC), publicado por ocasião do Dia Mundial da Água (22 de março de 2017). O relatório também dá conta que as áreas mais problemáticas estão na Ásia, África e América do Sul. Ou seja, o problema afeta principalmente os países mais pobres, mas está presente também em algumas grandes economias do mundo.

A chuva nos ajuda a respirar, deixando o ar mais leve

Vendo o modo como tratamos a água isso não é surpresa. Não temos coletas e tratamentos eficientes para garantir acesso à água potável para toda a população. Jogamos esgotos (caseiros e industriais) nos nossos mananciais.  E não percebemos que, a cada área desmatada, cada metro de asfalto ou concreto colocado, cada rio e riacho morto por falta de esgoto tratado, impedimos as águas de fazerem seu ciclo natural.

O ciclo da água é o que faz a Terra ter vida

Mas o que é o ciclo da água? Ora, é o movimento contínuo da água presente nos oceanos, continentes (superfície, solo e rocha) e na atmosfera. Esse movimento é alimentado pela força da gravidade e pela energia do Sol, que provocam a evaporação das águas dos oceanos e dos continentes.
Na atmosfera, forma as nuvens que, quando carregadas, provocam precipitações, na forma de chuva, granizo, orvalho e neve.

Nos continentes, a água precipitada pode seguir os diferentes caminhos:

• Infiltra no solo ou nas rochas, formando aquíferos, e ressurge na superfície na forma de nascentes, fontes, pântanos, rios e lagos.
• Flui lentamente entre as partículas e espaços vazios dos solos e das rochas, podendo ficar armazenada por um período muito variável, formando os aquíferos.
• Escoa sobre a superfície, nos casos em que a precipitação é maior do que a capacidade de absorção do solo (como nas nossas cidades).
• Evapora retornando à atmosfera. Em adição a essa evaporação da água dos solos, rios e lagos, uma parte da água é absorvida pelas plantas. Essas, por sua vez, liberam a água para a atmosfera por meio da transpiração.
• Congela formando as camadas de gelo nos cumes de montanha e geleiras.

Não importa o que se diga, economize água sempre!


Apesar das denominações água superficial, subterrânea e atmosférica, vamos deixar claro que a água é uma só e está sempre mudando de condição. A água que cai em forma de chuva, neve ou granizo, já esteve no subsolo, em icebergs e passou pelos rios e oceanos. A água está sempre em movimento; é graças a isto que ocorrem: a chuva, a neve, os rios, lagos, oceanos, as nuvens e as águas subterrâneas.

Comente este artigo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente, sua opinião é sempre bem-vinda!

Duas vidas ou uma só basta?

Duas vidas ou uma só basta? : Não me lembro de quem foi que disse a frase: “deveríamos ter duas vidas, uma pra ensaiar e outra para represen...